Além do Dia Internacional da Mulher: Como o Comércio Eletrônico está moldando o Futuro do Empreendedorismo Feminino

O mês de março é emblemático por muitas razões, destacando-se por ser o mês em que celebramos o Dia Internacional da Mulher.

Esta data não apenas nos lembra das lutas históricas das mulheres por igualdade e justiça, mas também nos encoraja a refletir sobre os desafios contínuos enfrentados pelas mulheres na sociedade contemporânea.

No coração desses desafios estão as disparidades salariais, a sub-representação em cargos de liderança e as complexidades da vida pós-moderna, especialmente após o impacto global da COVID-19.

A pandemia de COVID-19 reconfigurou nossas vidas de maneiras que ainda estamos tentando entender. Para muitas mulheres, trouxe à tona os dilemas da vida pós-moderna, balanceando o trabalho remoto, a maternidade e a busca por independência financeira em um mundo cada vez mais digital. É neste contexto que o comércio eletrônico se destaca como uma arena de oportunidades sem precedentes.

O comércio eletrônico, ou e-commerce, tem se mostrado um campo fértil para empreendedoras em todo mundo. A flexibilidade, a acessibilidade e o alcance global que o comércio eletrônico oferece são inigualáveis.

Para mulheres que buscam sua independência financeira e uma posição de destaque profissional, esta modalidade de negócio oferece uma alternativa viável e empoderadora às tradicionais trajetórias profissionais.

A capacidade de gerenciar um negócio a partir de qualquer lugar, a qualquer hora, não pode ser subestimada, especialmente para aquelas que precisam conciliar múltiplas responsabilidades. E nisso, nós mulheres somos expert!

No entanto, apesar dessas oportunidades, as mulheres continuam enfrentando desafios significativos no mundo do trabalho. A disparidade salarial entre homens e mulheres persiste, refletindo as desigualdades sistêmicas que ainda permeiam nossa sociedade.

Além disso, as posições de liderança muitas vezes permanecem inacessíveis, com mulheres sub representadas nos escalões mais altos das empresas, inclusive naquelas do setor da tecnologia e inovação.

Contudo, histórias como a minha tem inspirado e elucidado rotas alternativas para empreendedoras com seus negócios em andamento e até mesmo para futuras empreendedoras.

Há exatos sete anos, eu percebi uma oportunidade única no mercado de mesa posta e lancei uma DNVB (Digital Native Vertical Brand) pioneira, a Maison Charlô.

A empresa nasceu em um oceano azul de oportunidades, naquela época pouca se falava em mesa posta, ainda mais no ambiente de plataformas de negócios digitais, sempre estive na vanguarda do pioneirismo, mas também o caminho não foi fácil e nem é fácil ainda mais quando se apresenta produtos de nicho e diferenciação. Mas soube aproveitar a cada oportunidade e tendência que se apresentava.

Em 2022, a Maison Charlô deu seu passo mais ousado, começamos o processo de internacionalização da marca. Começamos com a Amazon USA, em pouco mais de dois anos somos uma marca que se fez presente em mais de 100 países, não só com Amazon, mas em diferentes canais de vendas, inclusive no atacado voltado para pequenos varejos físicos.

A Maison Charlô não apenas sobreviveu à pandemia de COVID-19, mas também floresceu, expandindo-se de maneira massiva com o auxílio de hubs de integração e marketplaces.

Estas plataformas de negócios tornou-se uma ferramenta vital para o crescimento do negócio, permitindo a Maison Charlô conectar-se com sua audiência de forma autêntica e direta.

A história da Maison Charlô é um testemunho do poder do comércio eletrônico, dos marketplaces e das mídias sociais na construção e no posicionamento de marcas nativas da internet no mercado atual.

O varejo está em mudança, o físico-digital, a experiência do cliente no ponto de venda físico completado com ações real-time em aplicativos estão cada vez mais presentes em todas as esferas de oupt-in.

A portabilidade do comércio eletrônico e dos marketplaces é, de fato, inevitável para o nascimento e o fortalecimento de novas marcas. Neste cenário digital, as empreendedoras encontram uma plataforma para inovar, experimentar e alcançar consumidores e até mesmo se fazer presente em mercados globais, algo que era impensável há algumas décadas.

Percorri este caminho, é obvio, riscos e alto e baixos existem, reinventar a maneira de gerir negócios é uma rota quase certa, ainda mais quando o negócio é gerenciado por uma equipe bem enxuta ou as vezes pela própria empreendedora.

O e-commerce oferece este terreno fértil para que mulheres empreendedoras, assim como eu, criarem negócios prósperos e sustentáveis, desafiando as normas tradicionais de mercado e construindo um futuro mais inclusivo e equitativo.

O sucesso da empresa não se deve apenas à identificação de um nicho de mercado inexplorado, mas também à sua capacidade de se adaptar e crescer em um ambiente digital em constante mudança.

Estar atento e se antecipar aos motores de indicadores globais se faz necessário, para se ter tempo de pavimentar e estar presente no tempo certo, pois somente assim as oportunidades aparecem e você precisa estar pronto para as mudanças, a frase “pensar globalmente e agir localmente” nunca esteve tão vivo.

Se eu olhar para a Maison Charlô do ponto de vista do simplesmente o produto, é visto “panos” ou peças de artesanatos, o negócio caseiro. Mas, na verdade eu não vendo somente estes itens, e sim promovo o compartilhar momentos e criar memórias por toda vida.

Os produtos por si só, são panos de fundo, bem… não é bem assim, os produtos são feitos de materiais de baixo impacto ambiental e quem o produz tem impacto social, ou seja, num negócio a princípio quando visto de maneira simples, carrega toda uma governança de responsabilidade social e ambiental, e melhor de tudo fomentada por tecnologias para viabilizar e inovação.

Criar uma marca DNVB envolvente e de confiança exemplifica a nova era do empreendedorismo feminino, onde a tecnologia e a criatividade se encontram para formar negócios prósperos.

Este cenário reforça a ideia de que o comércio eletrônico, apesar de seus desafios, representa uma fronteira de oportunidades para as mulheres. Ele oferece um caminho para a independência financeira e realização pessoal, permitindo que as empreendedoras explorem suas paixões e transformem suas visões em realidade.

No entanto, para que mais mulheres possam se beneficiar dessas oportunidades, é crucial abordar as barreiras sistêmicas que ainda existem. A questão da dificuldade de acesso a crédito e formas de aporte de capital representa um obstáculo significativo para negócios liderados por mulheres, mesmo naqueles focados em biotecnologia, tecnologia e inovação, que sempre são as meninas dos olhos de fundos e reservas de capitais para investimentos.

Apesar do reconhecimento crescente da importância da diversidade no empreendedorismo e nos investimentos, as empreendedoras ainda enfrentam barreiras substanciais ao buscar financiamento.

No contexto atual, onde o mundo dos negócios se reconfigura e os fundos de capital se tornam mais cautelosos em seus investimentos, seja em novos negócios ou em empresas já estabelecidas, a escassez de recursos financeiros torna-se ainda mais evidente em um mundo que se vê em acomodação dos últimos anos e a presença da inteligência ganhando seu espaço no dia a dia de todos nós.

Especificamente para as mulheres empreendedoras, esses desafios se intensificam, colocando-as em uma posição ainda mais vulnerável no processo de captação de recursos. O comércio eletrônico, apesar de proporcionar novas oportunidades, não isenta as empreendedoras dessas dificuldades, especialmente em fases críticas de aceleração ou de busca por tração do negócio, onde o aporte financeiro se faz essencial.

Neste cenário, muitas mulheres, assim como eu, se veem de mãos atadas pela falta de capital, evidenciando a necessidade urgente de abrir essa pauta no diálogo sobre empreendedorismo feminino e buscar soluções inclusivas que enderecem essa disparidade.

Empoderar mulheres no comércio eletrônico não se trata apenas de fornecer as ferramentas para iniciar negócios online; trata-se também de criar um ecossistema que apoie o seu crescimento sustentável e que reconheça o valor que trazem para a economia digital. E isso inclui a pauta captação de investimento financeiro.

Minha história com a Maison Charlô é um lembrete poderoso de que as mulheres não só têm a capacidade de liderar e inovar no comércio eletrônico, mas também podem redefinir mercados e criar novas tendências. Minha jornada destaca a importância de ter uma visão clara, perseverança e a habilidade de se adaptar às mudanças do mercado.

A democratização do acesso à tecnologia, educação digital e educação financeira é um passo crucial para garantir que mais mulheres possam participar e prosperar no comércio eletrônico. Programas de mentorias, redes de apoio e políticas inclusivas podem ajudar a nivelar o campo de jogo, proporcionando às mulheres as habilidades e a confiança necessárias para lançar e crescer seus negócios online.

A boa notícia que iniciativas assim já estão acontecendo no Brasil, tenho assiduamente participado de café de negócios, rodadas de negócios, eventos, programas provenientes da iniciativa privada e pública, e tema é o mesmo, a democratização da informação e o lema não deixar ninguém pra trás, tem criado uma psicosfera colaborativa e assertiva para diminuir a distância de negócios liderados por mulheres prósperos e sustentáveis.

Nos últimos anos me permiti conhecer mulheres incríveis e dispostas assim como eu propagar nos quatro quantos do mundo, como é possível ter um negócio que nasceu em casa, tendo sua espinha dorsal no digital, entregando o produto físico e levá-lo para o mundo, literalmente.

O Dia Internacional da Mulher no mês de março nos lembra de refletir sobre os progressos alcançados e os desafios que ainda enfrentamos na busca por igualdade de gênero. À medida que olhamos para o futuro, é essencial continuar promovendo a inclusão, o empoderamento e a igualdade de oportunidades para mulheres em todos os aspectos da vida econômica, garantindo um espaço onde todas possam prosperar.

Obs: As imagens foram criadas por meio de IA baseada no texto.

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