
Recentemente, tive a honra de ser reconhecida no Prêmio Sebrae Mulher de Negócios, na etapa estadual de São Paulo, na categoria Negócios Internacionais.
Uma conquista que, à primeira vista, pode parecer um marco isolado.
Mas, na prática, representa algo muito maior.
Porque prêmios não contam a história completa.
Eles apenas revelam um recorte de uma jornada construída com decisões difíceis, aprendizados constantes e, principalmente, muita adaptação.
Muito além do reconhecimento
Ao longo dos últimos anos, liderando a Sautlink e a Maison Charlô, vivi na prática os desafios da internacionalização. E aqui vale um ponto importante: internacionalizar não é apenas vender para fora.
É lidar com:
- mudanças constantes de mercado
- complexidade logística e tributária
- adaptação cultural
- decisões estratégicas sob incerteza
Grande parte desse processo acontece longe dos holofotes.
Uma jornada construída na prática

A expansão internacional da Maison Charlô começou com foco em marketplaces globais, especialmente nos Estados Unidos. Esse movimento trouxe escala — mas também trouxe aprendizados importantes.
Dependência de mercado, variações tributárias e necessidade de adaptação rápida fizeram parte do caminho. Foi nesse contexto que ficou claro que crescer no mercado internacional exige mais do que oportunidade.
Exige estrutura, visão e capacidade de reposicionamento.
O que essa conquista simboliza
Receber esse prêmio não é sobre um ponto de chegada.
É sobre validar uma trajetória que combina:
- execução prática no mercado internacional
- construção de canais digitais globais
- integração entre tecnologia, dados e estratégia
- e um olhar cada vez mais forte para sustentabilidade e impacto
Porque o mercado global evoluiu.
Hoje, não basta vender bem. É preciso demonstrar origem, impacto e consistência.

Reconhecimento que amplia responsabilidade
Ser reconhecida em um prêmio como esse também traz uma responsabilidade maior.
De continuar contribuindo com o ecossistema.
De compartilhar aprendizados.
E de apoiar outras empresas que estão buscando estruturar sua presença internacional.
Essa troca, inclusive, faz parte da minha atuação como mentora em programas de internacionalização e empreendedorismo feminino.
Para quem está construindo esse caminho
Se você está olhando para o mercado internacional, talvez o maior erro seja imaginar que existe um caminho linear.
Não existe.
Cada decisão impacta o modelo de negócio.
Cada mercado exige adaptação.
E cada etapa traz novos desafios.
Por isso, mais do que buscar atalhos, o mais importante é construir clareza estratégica.
Um convite à reflexão
Ao longo da minha trajetória, aprendi que crescer no mercado internacional não depende apenas de oportunidade.
Depende de direção. E essa direção vem da capacidade de analisar, ajustar e tomar decisões com consistência.
Se você está nesse momento — estruturando ou revisando sua estratégia de internacionalização — talvez o próximo passo não seja fazer mais.
Mas fazer com mais clareza. Essa conquista é, sem dúvida, especial. Mas o que realmente importa é o que continua sendo construído a partir dela.

